A última noite de festa aos milhões esteve bem entregue às bandas escolhidas e ao público que compareceu em forte presença para um Domingo. Depois de uma tarde na piscina entre os DJs e mojitos, os ávidos de música encontraram mais uma noite sem grandes paragens entre bandas.
Quando acabou Karma To Burn, que pisaram o palco Milhões depois de Extraperlo e Year Long Disaster, os Monotonix foram o centro de todas as atenções para os lados do palco Vice. Sim para os lados do palco, porque a cena toda não se passou em cima dele.
Após terem trocado o horário com a banda ZA!, o que os fez actuar por volta das 23 horas, os israelitas demonstraram que não há grandes artimanhas para fazer um bom espectáculo de rock. Apenas requer coragem para saltar de muros altos, confiança que os fãs os agarram e uma dose de loucura para fazer tudo o que foi mencionado.
Algo que não falta à banda em questão. Muito barbudos e pouco vestidos (de calções e tronco nu) são 3 os membros que se dividem entre bateria, voz e guitarra. O que não quer dizer que dêem uma mãozinha nas funções que não são suas.
O vocalista começou o concerto a correr ao longo de um corredor que abriu entre os presentes, para quase fazer o pino perto do baterista que já tocava sem parar. Acrobacias como esta foram as pérolas decorridas entre a multidão que protagonizou um crowd surfing constante.
Quem conseguia estar ao pé da imprevisível banda , podia ver o cantor a baixar os calções, juntar o microfone ao rabo e continuar em gestos do género. Já ao longe, a visão ficava antes os copos de cerveja voadores e as inúmeras pessoas que se iam elevando entre a multidão, percorrendo o público que as passava entre si.
O vocalista também chegou a ser elevado ainda sentado num banco, tal como um bombo que tocou durante algum tempo, suportados os dois unicamente pela força da união alheia . Este pediu ao público para o seguir vocalmente ao que todos cederam em coro colectivo.
E se a actuação já se tinha destacado, eis que os Monotonix decidem subir a um muro alto no recinto. Não tardou para que o vocalista se atirasse para a multidão desde lá de cima. O que acabou bem, com um regresso à base (entenda-se o meio da multidão) para mais uma boa quantidade de crowd surfing.
Surge então outra ideia. Desta feita, pediu que toda a gente se sentasse. E entre dançar com raparigas e dançar sozinho, fez de maestro, conduzindo todos e mandando-os calar, antes da guitarra carregada voltar a ser activada.
Toro Y Moi foi o projecto que se seguiu no palco principal, num registo um pouco calmo demais para quem tinha acabado de ver a dupla Monotonix. As filas mais próximas do palco não estavam muito preenchidas mas mesmo assim houve um encore.
Perto das duas da manhã (começaram cerca de um quarto de hora atrasados), também os Delorean subiram ao palco Milhões e mostraram o que se anda a fazer aqui tão perto, em Espanha. É divertido, electrónico, dançável e realizado a partir de quatro elementos.
Com «Subiza» como último trabalho, o colectivo apresentou os velhos e novos singles no concerto curto , sem encore. O público ainda tentou que tal acontecesse, assobiando perto do palco mas a banda não acedeu.
Ao todo foram 3 dias de estreias em território nacional, bandas lendárias e claro, .fiam, não fossem todas as noites espreitar o recinto ou escutar a música mais perto.